sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Episódio 4: Mulheres do Mundo

Mel, a apaixonada da Nova Zelândia

''As mulheres estragam qualquer romance, com essa mania de querer que eles durem para sempre.'' Essa frase do escritor inglês Oscar Wilde,que morreu em 1900,tem tudo a ver com a nossa musa de hoje,porém algumas pessoas podem concordar com essa frase e outras,não. Porém,sem enrolar: Mel,uma moça muito apaixonada,que mora na Nova Zelândia. Ela é uma jovem que tem,aproximadamente,uns 26 anos,com seus cabelo castanho claro e seus olhos claros. Mel mora com seu noivo,Tiago,há um ano. Ela adora fazer jantares românticos. Porém,num belo dia,ela estava caminhando pela rua com seu namorado e fazendo as compras de Natal,assim mesmo faltando um pouco menos de um mês para a data,mas as lojas já tinham começado com as promoções de fim de ano. Vale lembrar que essa data é comemorada por vários neozelandeses,porque uma boa parte da população é cristã. Agora voltando para o assunto inicial: eles estavam comprando muitos presentes,alimentos e muito mais. E Mel ainda planejava fazer uma surpresa para seu noivo,Tiago: pedi-lo em casamento,já que estavam noivos há um ano e meio,se conheciam há três anos,moravam juntos há um ano e todas essas experiências provavam que eles se amavam muito e já que ele não tomou a iniciativa,ela queria tomar.
As compras de Natal estavam agitadas no shopping onde eles estavam,entretanto,a segurança estava redobrada,porque a violência estava muito frequente naquela semana de compras. Acabando as compras,Mel e Tiago resolvem pegar um táxi para voltar para casa,pois os transportes públicos estavam muito cheios e pois Tiago estava sentindo fortes dores de cabeça e dores nos ossos. O casal de ''pombinhos'' entra no táxi com todas suas sacolas de compras e o taxista leva o casal até a casa deles. Chegando em casa,Tiago se queima novamente das dores nos ossos.
-Deve ser osteoporose. Também está ficando velho! - brinca Mel
-Eu estou falando sério,Mel,está doendo demais. E tem mais: osteoporose é uma doença mais comum em pessoas idosas. Ligue para um amigo do meu pai,ele tem um consultório e é ortopedista. O nome dele é Alberto. Pegue o número no meu celular e marque a consulta,por favor.- responde o médico
-Tá bom. Vou ligar agora mesmo. - responde a cozinheiro
Tiago deita-se na cama,enquanto sua noiva marca a consulta para ele.
-Consegui. Amanhã,cedo. Ok?
-Você sabe que eu não gosto de acordar cedo,mas pela minha saúde faço até isso. - ri o pediatra
-Amor,as dores passaram?
-Elas passam e voltam. Mas agora passaram e devem voltar depois.
-Então vamos aproveitar enquanto ela não volta para nos amarmos ainda mais.
-Você quer ir para cama?
-Sim.
-Amor,eu não sei o que está acontecendo comigo,eu não tô afim.
-É estranho,mas vou respeitar.
Mel estranhou que seu noivo não quisesse se deitar com ela na cama,porém ''deixou quieto''. Um tempo depois,ela perguntou a Tiago:
-Ti,você não faz nem uma ideia do que você tem?
-Amor,eu sou pediatra e cuido de criança,não de adultos.
-Eu sei que é pediatra,mas amanhã mesmo o doutor nos falará o que você tem.
A noite passa rapidamente e na manhã do outro dia,Tiago acorda ainda com dores de cabeça e nos ossos. Ele começa o dia vomitando e com um mau hálito que espanta até sua noiva.
-Mô,seu bafo tá insuportável! - comenta Mel
-Eu escovei meus dentes mais cedo.
-Então deve ser porque não comeu nada.
-Eu não tô com fome.
-Ai meu Deus! - preocupa-se Mel
Mel toma seu café da manhã e leva seu noivo para o consultório do ortopedista Alberto. Eles chegam até lá e esperam por um tempinho na fila. Um tempo depois,o médico chama:
-Por favor,Tiago Silva.
Tiago  e Mel entram na sala. O médico Alberto faz algumas perguntas,mexe em alguns ossos de Tiago e Mel conta tudo o que está acontecendo com o noivo,desde a falta de apetite até o mau hálito. Então,o médico recomenda:
-O melhor seria eu pedir uns exames,mas por tudo isso que você me contou e para não perder muito tempo de vocês,recomendo que procurem outro tipo de médico: um nefrologista,quem cuida do sistema urinário humano.
-Mas ,doutor,pode ser algo mais grave? - pergunta Tiago,preocupado
-Eu não posso afirmar nada ainda. Prefiro que busquem esse médico. Vou até sugerir um médico que eu conheço: doutor Osvaldo,ele é muito bom.
O doutor entrega o cartão do Dr. Osvaldo. Tiago e Mel se despedem e ligam urgentemente para o doutor Osvaldo,que disse que um paciente havia desmarcado a consulta e ele estava apto para atendê-lo.
Eles pegaram um táxi para ir ao consultório. No caminho encontraram um grupo de pessoas fazendo uma dança típica da Nova Zelândia.
-Essas danças são bem divertidas né,Mel? - comenta Tiago
-São muito boas para se movimentar. Existem várias,porém elas recebem o nome de Haka.
-É até feita pela seleção da Nova Zelândia de Rugby antes dos jogos.
Essa dança veio dos maoris (ou maores),que são o povo nativo do país.
Finalmente,eles chegam ao consultório e o doutor Osvaldo suspeita que  algo grave posso acontecer com Tiago e não disfarça com uma cara de preocupação. Tiago vai ao banheiro e Mel fica curiosa.
-Doutor,o que o senhor acha que ele pode ter? - pergunta Mel
-Eu gosto de ser sincero com os pacientes e eu suspeito de uma insuficiência renal crônica. - responde o médico
-O que é isso?
-É a falência do rim,quando ele não exerce as suas funções de uma maneira...
-Satisfatória?
-Isso mesmo. Ele tem diabetes ou hipertensão?
-Não sei. Mas sei que os pais dele são diabéticos. Mas por quê o senhor quer saber?
-Essas são algumas causas dessa doença. Então eu vou pedir uma bateria de exames para vermos tudo isso. E sobre a diabetes,uma consulta com um endocrinologista é a melhor solução.
-Está bem. O senhor tem algum conhecido?
-Tenho sim. A doutora Valéria já cuidou de pacientes meus.
O doutor Osvaldo entrega o cartão da doutora Valéria.
Tiago volta do banheiro e a consulta se encerra. Alguns dias se passam e nesse momento,Tiago fez seus exames e na consulta com a endocrinologista viu que tinha diabetes e o tratamento começou. Nesse tempo,ele também se consultou com o doutor Osvaldo que confirmou a insuficiência renal crônica e o doutor achou que a melhor forma seria um transplante de rim. Quando Mel ouviu isso,ela não pensou duas vezes e se dispôs a doar um dos seus rins. O transplante deu certo e no dia 20  de dezembro,no hospital,estavam Tiago e Mel. Os dois estavam felizes pelo sucesso do transplante e por saber que o  ''novo'' rim funcionava muito bem. Para eles,tudo isso que eles passaram só fortaleceu a relação deles. Os dois ficaram no hospital até a tarde do dia 22 de dezembro,quando saíram juntinhos e foram para casa,preparam a casa para o Natal,curtiram essa celebração. Antes da noite terminar,Mel pediu o namorado em casamento e ele aceitou e comentou:

-Mel,você sabe que eu te amo muito,né? Eu fiquei muito feliz com o resultado do transplante e eu quero sempre ficar com você,minha Mel,a apaixonada da Nova Zelândia.

Capítulo 3: Encontro Marcado

Episódio 3 – O NINHO DA SERPENTE

24 de Dezembro de 2015 – 13:45 – tarde
No jardim da mansão Abrazacks, Rodolfo estava reunido com o chefe de segurança da mansão, Raul, e o outro segurança particular, Brito. Era um diálogo tenso. Algo havia acontecido.
            - Vigiem cada canto dessa mansão. Teobaldo é um homem perigoso. Muito esperto e estrategista. Todo cuidado é pouco. – Fala Rodolfo.
            - Eu não entendo como um homem consegue fugir de um presídio de segurança máxima. – Fala Raul.
            - Eu não acredito que essa fuga seja uma simples falha no sistema. Há algo mais nessa história. Muita gente sabe que Teobaldo quer as cabeças dessa família em uma bandeja.
            - O patrão acha que alguém o ajudou a escapar? – Pergunta Brito.
            - Eu tenho certeza! Só resta saber quem.
Rodolfo caminha alguns passos, olhando em volta.
            - Mas eu vou descobrir o que está acontecendo e já. Enquanto isso, fiquem alerta.
            - Pode deixar, Patrão. – Fala Raul.
Rodolfo se afasta. Raul e Brito se olham como se tramasse alguma coisa. Um misto de mistério e conspiração.

25 de Dezembro de 2015 – 04:59 da madrugada
O inspetor Fontes e sua colega de trabalho, Lúcia, reuniram as seguintes pessoas no escritório da mansão:
Demétrio, Helena, Leila, Berenice, Magda, acompanhado de seu namorado Sérgio.
Vivian, a jornalista, e Alessandra, amiga de Berenice, escutavam atrás da porta.
Todos os presentes estavam curiosos para saber do que se tratava aquela reunião familiar. Teriam os detetives descoberto o assassino?
            - Qual o motivo dessa reunião familiar delegado? – Pergunta Leila.
            - Temos algumas coisas para discutir. – Fala Fontes.
            - Coisas? E que tipo de coisas? – Pergunta Magda.
            - Coisas relacionadas ao relacionamento da família e alguns pontos interessantes encontrados no computador pessoal da vítima. – Fala Lúcia.
Demétrio e Magda se olham.
            - E que tipo de coisas os senhores encontraram? – Pergunta Berenice.
            - Inspetora Lúcia, tenha a bondade de começar. – Fala Fontes.
Lúcia coloca os óculos de leitura e começa a analisar a tela do leptope.

“Demétrio acha que pode tomar o controle da empresa das minhas mãos. Papai deixou bem claro no testamento, a quem pertencia esse controle. Embora ele tente mil coisas para me tirar da presidência da empresa, ele jamais conseguirá. É preciso muito mais do que chantagens ou ameaças.”
            - Espere um pouco – Interrompe Demétrio tomado de fúria – Vocês estão achando mesmo que eu fiz isso? É isso mesmo?
            - Por favor, peço que sente-se e escute. – Fala Lúcia.
            - Isso é um absurdo. – Esbraveja Demétrio enquanto se senta.
            - Acalme-se meu amor. Vamos ouvir. – Fala Helena.

“Magda. Tão ausente quanto o corpo enterrado de nosso falecido pai. Sempre esteve de olho nos lucros da empresa, sem ao menos saber o que significa comandá-la. Ganha uma quantia para ficar bem longe. Diz não suportar nossa mãe. Na verdade ela nunca suportou. Em sua mente, sempre teve a idéia de um dia internar nossa mãe em um asilo e torrar todo o patrimônio com o seu gigolô. Coitada”.

Durante a leitura, Magda não disse uma palavra e nem ao menos teve a coragem de olhar para Berenice. Quando Lúcia finalizou essa passagem, Magda se levantou em silencio e saiu do escritório.
            - Quanta consideração. – Fala Helena.
            - Com licença! – Fala Sérgio, indo atrás da namorada.
. . . . . . .

Sérgio alcança Magda no jardim da mansão.
            - Espera Magda. – fala Sérgio.
            - Aquele idiota não me deixa em paz mesmo depois de morto.
            - Sua mãe não vai acreditar naquilo. É só você negar.
            - Negar o quê? Dona Berenice sempre teve um pé atrás comigo. Agora então... Quer saber, que se dane tudo isso.
. . . . . . . .

Raul caminha em direção ao portão da mansão e percebe que ele está entreaberto. Ao se aproximar, ele percebe que há um corpo caído no chão. Raul se aproxima e vê que é o corpo de Brito, que está caído no chão com um furo de bala na testa. Raul pega o rádio comunicador e aciona os outros seguranças.
            - Atenção! Alguém atirou no Brito. Provavelmente alguém que está aqui dentro agora. Vasculhem cada canto imediatamente.

. . . . . . . . .
Os primos, Caíque, Danilo, Edgar, Leinha e Eloísa, estão em um dos quartos da mansão.
            - Estou cansada. – Diz Eloísa.
            - Eu também. – Diz Caíque.
            - O que será que os detetives queriam com a tia Leila, tia Magda, o papai e a vovó? – Questiona Leinha.
            - Talvez apenas averiguar alguma coisa sobre o papai. – Fala Edgar.
De repente um homem invade o quarto. Estava armado. Todos se assustam. O homem era Teobaldo.
            - Ninguém abre a boca ou eu mato todos agora. – Fala Teobaldo.
Leinha se abraça em Danilo. Eloísa também se abraça em Danilo, enquanto Caíque fica em estado de choque. Teobaldo fecha a porta e fica apontando a arma para os jovens.
. . . . . . . .

Fontes e Lúcia agora estavam olhando o corpo de Brito, que havia sido assassinado por Teobaldo quando invadiu a mansão.
            - Quem fez isso? – Fala Lúcia.
            - O nome dele é Teobaldo. Vi nas câmeras. Ele está aqui na mansão. – Fala Raul.
. . . . . . . . . .

Berenice estava acompanhada de Alessandra, quando encontrou Magda na varanda da mansão, acompanhada de Sérgio. Magda estava fumando.
            - Já escolheu o asilo em que pretende me trancafiar? – Pergunta Berenice.
            - Vai mesmo acreditar naquele monte de asneira que o meu irmão escreveu naquele computador? Se é mesmo que foi ele quem escreveu. – Fala Magda.
            - Olha dona Berenice, - intercede Sérgio - a Magda ama muito a senhora...
            - Cale a sua boca rapaz. Eu estou falando com a minha filha.
            - Não se exalte Berenice. Olhe sua saúde. – Fala Alessandra fingindo preocupação.
Magda começa a dar risadas. Ela dá uma última tragada e atira o cigarro longe.
            - É muita cara de pau mesmo.
            - Do que está rindo? – Pergunta Berenice.
            - Da sua tolice. Sua ingenuidade. Sua cegueira.
            - Me respeite. Eu ainda sou sua mãe. – Esbraveja Berenice.
            - Ai mamãe, como a senhora pode ser tão trouxa esse tempo todo.
Alessandra fica tensa com o rumo daquela conversa.
            - Eu estou avisando para parar de me ofender.
            - Para com isso Magda. Sua mãe já sofreu muita emoção para um dia só. – Fala Alessandra.
            - Cala sua boca. Aqui você não fala.
            - Não fale assim com a Alessandra. Ela é amiga dessa família a anos. Eu exijo respeito. Ela é quem fica ao meu lado fazendo o que era para ser um serviço seu, de filha. Mas ao invés disso, prefere torrar tudo com esse gigolô aí.
            - Gigolô não, dona Berenice. Posso não ser nenhum ricaço, mas tenho meus princípios. – rebate Sérgio.
            - Deixa Sérgio. Mamãe não sabe o que diz. Ela te acusa de ser um gigolô, mas nem ao menos sabe diferenciar uma puta de uma santa. Essa aí por exemplo, deitou com o meu pai até o fim da vida e mamãe nunca soube de nada.
            - Sua desgraçada, eu te mato. – Fala Alessandra partindo para cima de Magda.
Sérgio intervém e não deixa Alessandra encostar em Magda.
            - Diz que é mentira. Diz. Eu mesma vi vocês muitas vezes. Sempre que o papai ia pescar, lembra mamãe? Ele estava viajando com essa aí. Pronto! Falei.
Alessandra olha para Berenice com ar de súplica.
            - É mentira Berenice. Eu jamais faria isso.
            - Eu não quero te ver mais na minha frente. – Fala Berenice. – Vai embora dessa casa agora.
Berenice esse retira. Alessandra começa a chorar.
            - Acabou a adestração. Rua.
            - Miserável!
Alessandra parte para cima de Magda, que é protegida por Sérgio. Dois seguranças se aproximam. Magda faz sinal para eles.
            - Levem essa mulher daqui. Ela não deveria estar nesta casa.
Os seguranças agarram Alessandra.
            - Me solta. Seus brutos. Eu vou acabar com você Magda. Eu juro que vou te esmagar como um inseto. Você vai se arrepender. Me soltaaaaa...
Magda abraça Sérgio, enquanto faz um asceno de tchau para Alessandra, que é carregada a contragosto pelos seguranças da mansão.

Continua...




            

Capítulo 4: Essência da Vida

CAPÍTULO 4 - PENÚLTIMO CAPÍTULO

EXT.- PRESÍDIO - PÁTIO - À TARDE.

Vívian conversa com um rapaz e não vemos seu rosto, pois ele fica o tempo todo de costas e sua identidade não é revelada, mas percebemos que ele está barbudo.

VÍVIAN

Eu preciso que você doe sangue para uma pessoa muito importante para mim.

PERSONAGEM MISTERIOSO

Mas como eu poderia doar? Eu sou um presidiário e não sei se isso seria possível, pois eles tem medo do doador transmitir doenças.

VÍVIAN

Ele está muito mal e eu sei que vocês tem o mesmo tipo sanguíneo.

PERSONAGEM MISTERIOSO

Eu vou sair hoje daqui e vou ver o que eu posso fazer por essa pessoa. Afinal não vai me custar nada fazer o bem para alguém.

VÍVIAN
(O abraça bem apertado e chora)

Muito obrigada! E..

(LOST IN PARADISE - EVANESCENCE)
                         CORTA PARA:

INT. - AGÊNCIA DE ESTELA - DIA.

Estela anda pela agência e percebe que algumas coisas estão fora de foco, ela vai até o escitório e abaixa próximo a sua cadeira giratória e enfia a mão por entre o carpete e verifica que o cofre está intacto.

Fernanda chega e olha disfarçadamente Estela mexendo em algo.

FERNANDA

Bom dia, Estela! Perdeu alguma coisa?

ESTELA

Não... Quer dizer perdi sim, foi... meu, meu brinco, mas já encontrei.

FERNANDA

Que bom que você encontrou por que você só usa brincos caros e lindos e perde seria muito chato.

ESTELA

É mas nem é por causa do valor que isso para mim nunca importou e nunca irá importar, sabe Fernanda nem tudo é grana nessa vida.

FERNANDA

Não, eu sei não me interprete mal, é que me expressei de maneira leviana.

ESTELA

Tudo bem!
                       CORTA PARA:

EXT. - MONTANHA - À TARDE.

Fernanda liga para Fred e ele mais uma vez está pendurado subindo uma montanha.

FRED

Você só me liga nos momentos em que estou me divertindo. Hum sei, hoje à noite vamos pegar a grana e fugir para o exterior, ok! Depois falamos melhor sobre isso, tchau!

(COOL FOR THE SUMMER - DEMI LOVATO)
                         CORTA PARA:

INT. HOSPITAL PARTICULAR - NOITE.

Luana está no quarto do hospital segurando a mão de Eduardo que respira atráves de aparelhos.

LUANA

Você vai ficar bem, meu amor!

Ela beija sua testa.
                  CORTA PARA:

INT. - CASA DE LUANA - QUARTO DE LAURITA - NOITE.

Vívian está na sala andando de um lado para o outro e Laurita em seu quarto, ela ajoelha e reza pedindo que o pai se recupere.
                         CORTA PARA:

INT. - AGÊNCIA DE ESTELA - NOITE.

Fernanda e Fred entram na agência e vão direto ao escritório, Fred abre o cofre, ele e Fernanda se olham e sorriem.
(CHANDELIER - SIA)

SERÁ QUE ELES VÃO CONSEGUIR PEGAR TODA A GRANA DE ESTELA?
CONTINUA...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Capítulo 2: Encontro Marcado


Episódio 2 – VERDADE ABSOLUTA

29 de Janeiro de 1986 – 15:30 – tarde
Era o dia do casamento de Leila e Rodolfo. Igreja lotada e muito bem decorada. Foi o dia em que o sonho de Leila estava se realizando. Casar-se com Rodolfo era como entrar para a realeza. Rico, bonito e de família nobre e influente.
E ali estavam os dois no altar, olhando nos olhos um do outro. Olhares  apaixonados.
            - Eu, Rodolfo Abrazacks, prometo amá-la sempre. Respeitá-la e estar contigo em todos os momentos da vida. Caminhando sempre lado a lado até os últimos dias da minha vida. – Rodolfo coloca a aliança no dedo de Leila e beija a mão dela.
            - Eu, Leila Molinari, prometo amá-lo em todos os dias de minha existência. Prometo ser a companheira de todos os dias e me comprometo em lhe respeitar e estar sempre ao seu lado em todos os momentos. Prometo fidelidade e carinho até os últimos dias de minha vida.
Leila coloca o anel no dedo de Rodolfo e logo após os dois se beijam. Todos os presentes na igreja começam a aplaudir.

25 de Dezembro de 2015 – 03:59 – noite
De volta a noite do crime. Continuamos a partir do depoimento de Leila. Fontes e Lúcia haviam questionado sobre o divórcio iminente que aconteceria caso Rodolfo não tivesse falecido. Leila estava relembrando os momentos de felicidades ao lado do marido.
            - E de repente a gente vê os nossos sonhos se esvaírem no ar como se fossem míseras cinzas. Porque foi exatamente assim que eu me senti quando decidimos dar um tempo.
            - Então vocês de fato iam se separar? Isso é surpreendente. Por anos e anos vocês foram capas de jornais e revistas, sem contar os programas de celebridades que os destacavam como o casal referência. – Fala Lúcia.
            - As coisas nem sempre são como a mídia mostra. Eles vendem o que eles querem que as pessoas vejam.
            - Uma excelente observação, dona Leila. – Fala Fontes. – Agora eu esstou curioso com uma coisa. Quem é Banker? Homem ou mulher? Seria um ou uma possível amante?
            - Disso eu não tenho dúvidas. – Fala Leila, já demonstrando pouca sensibilidade pela morte de Rodolfo.
            - Só nos resta então fazer uma coisa. – Fala Lúcia.
            - Que coisa? Pergunta Leila, curiosa.
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Em questão de minutos temos todos os convidados e empregados da mansão reunidos na sala principal, juntamente com os inspetores Fontes e Lúcia. Há uma certa apreensão no ar por parte dos presentes. Muitos não sabiam o que aconteceria ali. Talvez o medo de que o assassino foi descoberto e seria revelado, assim como o final de muitas histórias de mistério policial.
            - Reuni todos aqui, pois como sabem, sou o investigador de polícia, me chamo Fontes, e esta é minha parceira de trabalho, inspetora Lúcia. Cada um de vocês serão ouvidos essa noite. Mas antes há um motivo de estarmos aqui, todos juntos. – Fala Fontes.
Os presentes se olham entre si.
            - Inspetora, queira fazer a gentileza.
Fontes acena com a cabeça e Lúcia pega o celular de Rodolfo e faz uma ligação para o contato chamado Banker, que está na agenda do celular. Alguns segundos depois, ouve-se o som de um celular chamando. Todos se olham. Mara, mulher do deputado Pablo, abre a bolsa e pega o celular. Nervosa, ela não atende. Pablo a olha como se lhe pedisse uma explicação. Lúcia finaliza a ligação.
            - Muito bem senhores. – Fala Fontes – O que aconteceu aqui agora foi uma ligação para um contato que encontramos no celular da vítima. Banker. Mas parece que essa pessoa na verdade tem outro nome. Senhorita, queira fazer a gentileza de nos acompanhar até o escritório?
Mara fica nervosa e acompanha Fontes e Lúcia. Pablo fica tenso. Helena se aproxima de Leila.
            - Então quer dizer que o meu cunhado estava tendo um caso com a mulher do deputado? Eu te avisei, Leila. Você não quis me ouvir. – Fala Helena.
            - Me deixa, Helena.
Leila sai da sala.
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No escritório, Mara estava sentada, chorando. Lúcia e Fontes estavam a sua frente.
            - Eu não matei o Rodolfo. – Fala Mara.
            - Mas ninguém aqui está te acusando de nada. – Fala Lúcia.
            - Só queremos saber o seu vínculo com a vítima. – Fala Fontes.
Mara tenta se acalmar...

15 de Julho de 2004 – 20:21 – noite
Era uma festa de gala. Leila estava sendo homenageada por um trabalho voluntário que fizera. Mara estava tomando um ar no jardim da mansão Abrazacks. Rodolfo se aproxima e lhe abraça por trás, beijando o pescoço dela.
            - Ficou louco, Rodolfo? Alguém pode nos ver. – Fala Mara.
            - Eu não me importo com isso. – Diz Rodolfo.
            - Mas eu sim. Não quero que o Pablo descubra nada. Ele é muito importante pra mim.
            - O dinheiro dele.
Mara bate na cara de Rodolfo. Ele devolve a bofetada no mesmo instante. Mara fica com a mão no rosto.
            - Se bater em mim de novo eu vou fazer pior do que isso.

25 de Dezembro de 2015 – 04:05 – noite
De volta ao interrogatório de Mara.
            - Rodolfo era um homem desprezível. Arrogante e prepotente. Seja quem for que tenha matado esse infeliz, fez um favor ao mundo. – Diz Mara.
            - Porque tanto ódio assim? Na mensagem ele parecia gostar muito de você. O que aconteceu entre vocês nos últimos dias? – Pergunta Lúcia.
            - Eu nunca gostei ou tive algum sentimento verdadeiro por Rodolfo. Era apenas dinheiro. Rodolfo me tinha porque sabia que eu não podia perder Pablo. Ele é única pessoa com quem eu posso contar.
            - Seria capaz de tudo para preservar seu casamento com o deputado? – Questiona Fontes.
            - Não! – Rebate Mara, assustada – Eu jamais seria capaz de matar alguém. Eu posso parecer uma interesseira, mas jamais uma assassina. Eu posso garantir isso.
            - Tudo bem, dona Mara. Isso é tudo por enquanto. – Fala Lúcia.
Mara se levanta da cadeira e sai do escritório. Ao sair, ela encontra Leila a sua espera.
            - Leila!?
Sem dizer nada, Leila desfere uma bofetada no rosto de Mara, que ela pende para o lado.
            - Sua vagabunda e ordinária. Se fingindo de amiga esse tempo todo. Mas agora vai terminar que nem uma cadela sarnenta mendigando no meio da rua.
Leila sai e Mara fica chorando.
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Agora, Fontes e Lúcia estavam no quarto de Berenice, que estava deitada na cama.
            - Desculpe incomodá-la. Mas precisamos de sua autorização para dar prosseguimento na investigação. – Fala Fontes.
            - Minha autorização? Mas para que, exatamente? – Pergunta Berenice.
            - Bom. Primeiro queremos ter acesso a alguns pertences da vítima, como notebooks, correspondências ou algo mais que possa nos dar pistas sobre quem pode ter cometido o crime.
Berenice se levanta e fica sentada na cama.
            - Vocês tem minha permissão para vasculhar qualquer canto dessa casa.
Fontes e Lúcia abrem um sorriso.
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Vivian, a repórter, estava tomando champanhe, enquanto observava os presentes na sala. Gonzales se aproxima dela.
            - Admirando as pessoas? Ou apenas criando algo para publicar em seu jornal. – Diz Gonzales.
            - Uma grande repórter nunca perde uma oportunidade. Eu digo que está festa vai me render muito.
            - Qual sua ligação com essa família?
            - Porque a pergunta?
            - Curiosidade. A família Abrazacks não costuma receber qualquer pessoa em suas festas.
            - Então eu não sou qualquer pessoa. Com licença.
Vivian se afasta e Gonzales a observa, enquanto ela caminha até Leila, que está chegando na sala e abraça ela.
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Fontes e Lúcia estavam no escritório junto com o policial Souza. Este estava acessando o leptope de Rodolfo.
            - Consegui. – Fala Souza.
            - Perfeito! – fala Fontes – Espero que tenha muitas pistas para nos levar até o criminoso.
            - Estou sentindo que vamos encontrar mais do que pistas.
Souza vasculha os arquivos pessoais e descobre uma pasta chamada “Operação Corvo”.
            - Operação Corvo? O que será isso? – Questiona Lúcia.
            - Só há uma maneira de descobrir.
Souza acessa a pasta e descobre uma infinidade de documentos relacionados a pessoas, e muitas delas são convidados que estão na festa. Há arquivos em vídeo e fotografias, além de alguns áudios.
            - É. Acho que descobrimos o armário onde os Abrazacks escondem os esqueletos.
Fontes olha para Lúcia e fica pensativo.
            - Está na hora de falar cara a cara com essas pessoas. – fala Fontes.

Continua...