Dessa vez, o sumiço de Daniel irá mudar a vida de
todos para sempre; ele fica seis meses desaparecido. Dona Laura, mesmo sofrendo
muito com o sumiço do filho, continua trabalhando como diarista e procurando
pelo filho, nas redes sociais com a ajuda de Bruna e Camila. Bruna vai se
apresentar num evento e não consegue, pois só pensa no que pode ter acontecido
com Daniel, e acaba saindo do grupo, ao qual ela dançava.
Camila espalha pela cidade, cartazes com fotos de
Daniel, mas não tem resultados positivos, mas ela não desiste de procurar pelo
amigo. Wallace que agora só usa drogas
quando quer, e consegue se controlar, também ajuda na campanha para encontrar
Daniel. Wallace fica se sentindo muito culpado com o sumiço de Daniel. Um dia
vindo do trabalho, Dona Laura vê um jovem e pensa ser Daniel, mas ela fica
decepcionada, pois não é ele. Ela vai junto com Wallace até a boca de fumo, mas
Pedrão afirma que Daniel não está lá.
— O Daniel está aqui? Pergunta Wallace.
— Não. Aquele viciado de uma figa, se foi...
— Seu desgraçado! Foi você que viciou meu filho.
— Olha aqui, minha senhora: eu não vicio ninguém;
compra comigo, quem quer. Eu não obrigo. Quem viciou seu filho foi esse ai, que
a senhora agora fica andando.
— Eu me arrependi de tê-lo trazido aqui, e estou
ajudando a Dona Laura a procurá- lo. Eu vou ajudar o meu amigo, a sair dessa.
Eles vão embora e continuam procurando por Daniel.
Bruna e Camila vão ao shopping, tentar relaxar um pouco.
— Nossa! Ele me prometeu que não iria mais usar
droga.
— É assim mesmo; um viciado até promete, mas não
consegue cumprir.
— Ele era um menino tão bom, você lembra?
— Claro que lembro, ele vivia em casa. Era do
trabalho para e vice-versa; nós queríamos que ele saísse, mas acabou dando
nisso...
— Mas é normal, querer que um amigo saia
dessa... Enfim, viva a vida junto dos
amigos, não é?
— Sim! Mas se ele se sentia bem vivendo desse
jeito. Meu Deus, onde será que ele está
agora!?
— Eu não faço nem ideia; se pelo menos eu tivesse
uma ideia ou desconfiasse, mas não.
Um dia Dona Laura voltando do mercado, é assaltada.
Ela grita para uns policiais que estão fazendo ronda por ali, e eles vão
socorrê-la, mas quando ela vira em direção ao assaltante, vê que se trata de
seu filho é Daniel. Sendo assim, ela diz que não está sendo assaltada, e que
foi um engano, mas Daniel sai correndo com sua bolsa e os policiais pensam que
é um ladrão. Então, os tais policiais atiram, e acertam na cabeça de Daniel,
que cai uns metros de Dona Laura, que corre desesperada para perto do corpo do
filho. Daniel é internado em estado grave e corre risco de morte. Todos vão
para o hospital e ficam por lá esperando notícias. O médico que está cuidando
de Daniel, chega e diz que é muito pouco provável que ele sobreviva, pois ele
está muito magro e muito vulnerável
a outras doenças. Dona Laura vai para uma sala ali no hospital e começa a orar
pelo filho. Já no quarto do hospital,
Daniel tem uma melhora, e quer falar com a mãe e seus amigos.
O médico diz para eles — Dona Laura, a senhora e os
amigos do Daniel podem vir aqui no quarto dele, um instante. Ele teve uma
melhora.
— Obrigada, Meu Deus! — Exclama Dona Laura com muita
fé.
— Vamos logo! Bruna muito ansiosa para vê-lo.
Todos entram no quarto onde Daniel está, e ficam do
lado da cama, pois Daniel quer falar algo para eles. Muito fraco, Daniel fala
baixinho:
— Obrigado a todos por estar aqui; eu amo todos e
principalmente você, mãe. Leiam meu diário e me perdoa mãe; eu não queria
magoar a senhora.
Ao falar isso, ele fecha os olhos e fica em coma.
Bruna se deita no seu peito e chora Camila a tira dali. Wallace a leva para o
corredor. Dona Laura não sai de perto do filho, e fica ali segurando a mão dele
e chorando, na esperança de ver sua melhora.

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